terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

No alcance da escuridão
Sozinha no quarto me encontro
É uma desmedida escravidão
Neste centro

Fique em silencio,
Por favor,
Não pronuncie mais
Se não um dia destes denuncio
Vossemecês animais

Tenho os ouvidos cheios
Das suas miseráveis palavras
Isto se chama de anseios
Para que suas vozes se calem

Está difícil aguentar
Esta dor que me sufoca
Não posso suportar 
Esta fofoca     
                
Já não consigo chorar
Nem mesmo quando me concentro
Precisava tanto de arrebentar
Total sentimento que me sufoca cá dentro

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Adormeci eu como sempre
Para sonhar
Em tempos antigos
Diria eu
Como outras princesas
Amanhece
E em cada despertar
Acordo a brincar
Sou uma caixinha de surpresas
Diria eu
Em tempos antigos
Sempre a sonhar
Tenho um descomunal desejo
Queres saber? Ele é… bem….
É uma vontade que se eleva
É a tal tentação de saber
Quanta duração leva
Para se conhecer
Outro povo, outra gente
Distinta serenidade, outra guerra
Diferente homem, diferente mente
Outra água, outra terra
E assim continuamente
Pois mais nada te posso dizer!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Este é o rio que corre em meu olhar,
De tantas vezes presente,
Finge e vai desaguar
A estes meus olhos do tipo nascente.
Chamava se Cinderela?!
Não sei bem o nome dela,
Sonhava eu com essa vida
Mas levei uma grande entaladela!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O caramelo poderá ser azedo e amargo,
Dependendo do modo que traço.
Nessa doçura se esconde
Uma amargura deste meu passado.
Oculta - se também entre os dentes,
Entre a língua e o sorriso
Um coração intranquilo
Um passarinho sem laço.
Esconde – se nos entreabertos lábios,
Um desespero de gozo,
Uma amargura enorme de choro
Um doce que se torna amargo. 
Horários mortos, nesta noite escura
Suspiros em vão, saudade sem fim
Soluços tristes com imensa procura
Prenúncio de luz no final deste jardim
Cansei de falar de mim mesma
Agora escreverei e,
Se preciso for, contarei mentiras
Abriras?!
Não! As velhas mentiras, com belas palavras
A partir de hoje, não usarei apenas palavras
Nem apenas versos vazios,
Ou cheios de mim mesma (mesma?)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dizem que sou... nariz empinado
Que sou de comer gajos
Mas não olham para os meus tristes olhos
Tenho o coração arruinado
E meus olhos, são como atalhos!
Estão realmente abandonados

sábado, 14 de janeiro de 2012

Quero paz interior
Quero o amor que nunca tive
Mas eu sou superior
Ao rancor, que nele obtive 
Eu… acenava
À noite a beber um bagaço
Coisa de homem, eu sei
Uma multidão me questionava…
E eu respondia - lhes que era so cansaço
Eu sei, coisa de homem, eu sei
Estou baralhada
O que será melhor?
Mas isso só saberei, quando estiver acompanhada
Sentia - me num lugar frio, imenso, vazio
E pessoas me questionavam
O porquê de eu chorar como um rio
E eu respondia - lhes, que elas nem imaginavam


Andava eu, por aí, meio acelerada
Para te oferecer um grande abraço
Trago - te pérolas vidradas
É pouco, mas de coração eu faço 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tentei que isto não acontecesse
Mas tu assim o quises - te
Agora que de vez me perdes - te
Mas...
É que nem arrependido estás pelo que disses - te
Não vou mais olhar para trás,
Vou arrancar da memória o que se passou
E embora sinta que eu não sou capaz
Com coragem, ou não, a mim tanto me faz
Esse olhar era só meu
Eu nem sei porque fugis - te
Eu não vou ficar à espera
De um amor que não existe
Responde com medo
Terá ele receio?
Achará cedo?
Ou... 
Quererá ele ser o meu recheio?!
Não tenho ninguém
Sinto - me no fundo
Preciso de alguém
Neste meu mundo
Sinto - me sozinha
Sem saída
Quero - te aqui
Como minha vizinha
Estou à tua espera
Vou tentar ser tolerante 
Então... na primavera!
Sê perseverante! 
Preciso de carinho
Dás - me abrigo?
No teu ninho,
Quero estar contigo!
Não sejas arrogante
Sei que também tentas ser tolerante
Mas não é o bastante
Porque para mim...
És importante!
Rapariga
Não olhes só para a tua barriga
Não quero briga
Quero apenas uma bela amizade
E a tua bondade!
Quero atenção
Constantemente
Quero - me em teu coração
Ah! e na tua mente.
Quando me olhas
Sinto alguma segurança
Será que voltas?
Tenho esperança!
Voltas cedo?
Estou com medo!
Se disser: "Gosto de ti"
Será cedo?
Vais te embora?
Tens a certeza?
Está na hora?
Sim...
Ah! Com certeza!
Quero ser compreendida
Mas não me compreendo,
Não quero a tua ida
pois estava a gostar
Apenas quero melhorar a minha vida
Em relação ao verbo amar!
Não sei quando vens
Não me interessa o que tens
Apenas quero estar bem
Mas tenho medo de amar,
Ohk! Que mal é que tem?
Não sou para comer
Muito menos para cortar!
Por isso, toca a correr
Antes de eu bazar!
Saber o que fazer?
Quando não se sabe quem escolher?
Mas...
Não há muito para escolher,
Quando não se pode ter!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Entras - te na minha vida
Como um cavalo de corrida
És para mim importante
Para sempre e neste
Instante!
Não entendo certa pessoa
Andarei eu à toa?
Há coisas que magoa
Mas também, 
Não serei eu, a melhor pessoa.
Sinto - me mal
Serei eu diferente?!
Mas para mim,
Será banal,
Estas regras de tenente!
Nesta noite de inverno 
Eu me perco ao vento
Não saberei se será eterno?!
Este sentimento cá dentro...
Não sei quem sou
Nem sei a quem venço
Só sei que nada sou
Nesta noite a que pertenço!